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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Salada Oriental de Repolho

 Aí está uma salada "coringa" que nos salva a todas as horas. Ela pode ser preparada com antecedência e dura muitos dias sob refrigeração. Bom apetite!

Alla ricetta...

Ingredientes:
1 repolho médio chifonado

1 cenoura ralada


1 cebola média ou 3 pequenas picadas
Gengibre ralado ou bem picado qb
Aji no moto qb
Óleo de gergelim qb
Óleo vegetal qb
Shoyu qb
Vinagre de maçã ou arroz qb
Sementes de gergelim preto tostato (opcional) qb
Sal qb

À diversão:
Esse preparo é muito rápido.
Levo uma wok ao fogo, aqueço bem e entro com óleo vegetal e óleo de gergelim. Refogo o gengibre deixando tostar levemente.
Entro com a cebola picada e refogo.
Agora é a vez da cenoura ralada. Misturo bem.
Entro com o repolho chifonado aos poucos mexendo bem, um pouco de sal e um tanto de vinagre.
Termino de entrar com os ingredientes, confiro o sal e ajusto se necessário. Cubro a wok e deixo murchar por alguns poucos minutos.
Finalmente, adiciono um pouco mais de óleo de gergelim e um traço de shoyu.
Mexo bem e deixo esfriar antes de servir.
Melhor servir gelado.
Serve diversas porções.

O pulo do Chef: Na hora de servir gosto de adicionar gergelim tostado. Fica uma delícia e dura muitos dias na geladeira. Vai super bem com assados e churrascos.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Medalhão de Mignon à Michel Vieira

Essa receita é uma homenagem de gratidão a uma pessoa muito especial que muito tem me ajudado em situações difíceis. A homenagem, não é nada mais que uma demonstração singela de gratidão por tudo que ele tem feito por mim.
Então, nesses tempos de pandemia, trocando algumas conversas virtuais saiu esse assunto, misturado com os "causos" lá do fundão das Gerais que ele escreve com maestria e nos prende na leitura até a última letra... e ainda fica um gosto de quero mais. Falo do Dr. Michel Vieira, a quem tenho uma dívida eterna, daquelas impagáveis, daquelas que o valor não pode ser expressado em nenhuma moeda corrente no mundo.
Obrigado, Dr. Michel, muitíssimo obrigado!

Pois bem, nesse preparo, além dos ingredientes concretos, também vai uma boa dose de pretensão e ousadia da minha parte imaginando que o Dr. Michel vá gostar de tudo que aqui está. Mas, como dizia um amigo, "desenhar é fácil, basta correr o risco". Então, da minha parte, o prato teria que ser delicioso, ter o sabor da alegria, da espontaneidade, da espiritualidade e do alto astral que ele tem.
Também, por motivos óbvios, deveria ter um queijo igualmente especial e que nos remetesse às Gerais.
Deveria ainda ter algo doce, mas que não entrasse em conflito com os outros ingredientes, muito menos com o queijo... ao contrário, deveria harmonizar com ele.
Por último, deveria ter um toque da cachaça, daquelas envelhecidas, de origem lá dos fundões das Gerais e, finalmente, remeter à genialidade, característica da sua personalidade.
Pois bem, agora esperançoso de ter atingido o objetido desse grande desafio!

Alla ricetta...
Ingredientes:
2 medalhões altos de Mignon
1 queijo Camembert de 125g (vai sobrar um pouco para um aperitivo)

1 figo maduro e firme, com a casca bem lavada e cortado ao meio
2 dentes grandes de alho inteiros com casca
Algumas folhas frescas de salvia
1 dose de cachaça mineira de excelente qualidade (pode ser duas, três, quatro...)
1 porção pequena de arroz pronto com salsinha (1 xícara de café de arroz cru)
1 colher (sobremesa) de manteiga
Pimenta do reino branca ralada na hora
Melado de cana qb
Azeite de Oliva qb
Sal qb
Barbante culinário qb

À diversão:
A primeira coisa que faço é levar uma sartén ao fogo doce com os dentes de alho e azeite para extrair os aromas onde vamos saltear os medalhões brevemente. Deixo lá sob vigilância.

Escolho duas boas fatias do centro da peça de Mignon...
... enrolo com barbante culinário dando o formato que quero após o cozimento.
Tempero com sal, pimenta do reino branca moída na hora e um fiozinho de azeite. Massageio espalhando bem os temperos para que agregue sabor por todos os lados.
Deixo os filés descansarem... enquanto isso caramelizo as duas metades do figo numa sartén em fodo doce, com azeite de oliva e melado de cana.

Enquanto isso, ligo um forno a 160 graus e deixo aquecer.

Lenta e cuidadosamente vou monitorando o ponto virando com cuidado.
Nesse ponto temos o azeite saborizado com alho e as metades do figo caramelizadas. Reservo ambos.
Na mesma sartén onde o azeite foi saborizado, junto a manteiga e deixo ambos se integrarem. Quando bem aquecido entro com os medalhões.
Vou selando por todos os lados...
e deixo ganhar uma coloração dourada nas superfícies. Pego a dose de cachaça, adiciono a metade e tomo o restante. Nos últimos minutos junto folhas de salvia para entregar aromas.
Retiro os barbantes, cubro cada um com duas fatias de queijo e levo ao forno por 5 minutos.
Acomodo uma porção de arroz em cada prato pré aquecido, retiro os medalhões do forno e levo ao lado do arroz, sobre os filhés acomodo as metades do figo, algumas folhas de salvia e rego com o caldinho liberado pela carne.
Servir os dentes de alho que saborizaram o azeite é opcional.
Bom apetite!
Serve 2 porções... e pra completar a "mineirice", fechar com um bom café!

O pulo do Chef: Como já disse, servir os dentes de alho é opcional. Eles poderiam ser acomodados junto com as folhas de salvia,  mas é uma questão de gosto.
Finalizar a cocção do medalhão no forno deixa esse tom rosado bem mais uniforme. Se desejar que só o centro da carne fique rosada, pode ser preparado o tempo todo na sartén sob boa vigilância no toque.

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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Jilós Salteados

Tá bom! Eu sei que você não é passarinho pra comer jiló! Mas se o que você não gosta é o sabor amargo, já não precisa reclamar tanto. Os jilós bem frescos e jovens possuem amargor bem equilibrado e alguns até quase imperceptível.
Quando for comprar, prefira os lugares que os produtos rodam muito, pois a medida que caminham para o amadurecimento intensificam a textura e o amargor. É muito saudável e vale a pena provar!

Alla ricetta...
Ingredientes:
10 jilós (uma bandejinha) bem frescos e verdes
1 dente de alho cortado em lâminas
1 pitada de mix de ervas desidratadas (ervas de provence)
Azeite de oliva qb
1 colher (sopa) de shoyu

À diversão:
Eu lavo bem os jilós, seco, corto ao meio e ainda retiro uma camada da casca para deixar equilibrado.
Agora levo uma sartén ao fogo com um traço de azeite e as lâminas de alho.
Frito um pouco e entro com os jilós virados pra baixo.
Salpico as ervas, adiciono um pouco mais de azeite e o shoyu. Deixo dourarem. Viro todos do outro lado e cubro a sartén.
Com um garfo, espeto e verifico a textura que deve ser firme, mas macio. Caso esteja ainda muito firme, salpico água pra formar vapor e tampo a sartén por mais um ou dois minutos.Pronto pra acompanhar o que você desejar.

Nem vou arriscar quantas porções pode servir. Bom apetite!

O pulo do Chef: Sabemos que os jilós ficam vermelhos quando maduros, mas ao contrário de alguns ingredientes, os melhores são os verdes. Então, a dica é escolher os verdes mais intensos e frescos.
Outra coisa é verificar se existem bichos no seu interior. Procure pequenos furinhos nas cascas. Se achar, basta retirá-los e seguir com o processo. Lembre-se que encontrar bichos demonstra que não contém defensivos ou contém em baixo teor. 

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terça-feira, 7 de julho de 2020

Quiabos Salteados

Ele está naquela categoria de ingredientes que as pessoas amam ou odeiam! Eu diria que sua reputação é ainda mais crítica, pois conta com a famosa "baba" que aumenta muito sua rejeição.
Para amenizar a formação da "baba" existem alguns truques como por exemplo agregar um componente ácido, como um vinagre de arroz ou maçã, mexer o menos possível e deixar desidratar bastante durante sua preparação.
Do lado positivo ele tem muitas fibras, é bastante saboroso e vale a pena provar!

Alla ricetta...
Ingredientes:
250g de quiabos (uma bandejinha) frescos e bem verdinhos

1 dentinho de alho bem esmagado
1/4 de uma cebola pequena bem amassada
2 colheres (sopa) de vinagre de maçã ou arroz
Azeite de oliva qb
1 colher (sopa) de shoyu

À diversão:
Eu lavo bem os quiabos, seco, corto as cabeças e as pontinhas.
Corto ao meio em viés os maiores e deixo inteiros os menores.
Acomodo sobre folhas de papel absorvente para ficarem bem secos.
Ao cortar, identifico os que passaram do ponto da colheita ficando fibroso em excesso.

Descarto.

Agora levo uma sartén ao fogo com um traço de azeite e o alho e cebola.
Frito um pouco e entro com os quiabos.
Mais uns minutos entro com o vinagre, mexo pouco e deixo evaporar.

Deixo dourarem mais alguns minutos e adiciono o shoyu.

Eu gosto que fiquem bastante desidratados, com aparência de murchos e bem "pegadinhos", com traços bem tostados.
É comida simples. Veja essa opção com carne moída refogada! Uma delícia!
Pronto pra acompanhar o que você desejar.

O pulo do Chef: Quanto os quiabos são vendidos em bandejinhas, a dica é escolher os mais verdes, mais claros e menores, pois possuem menor chance de estarem fibrosos em excesso. Quando comercializados soltos, a dica é quebrar as pontinhas para garantir que não estejam fibrosos em excesso.

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